Ditirambo

Número 0 - Outubro de 2009.

Ditirambo: composição poética que exprime entusiasmo ou delírio; hino em honra de Baco ou Dioniso (do grego Dithyrambos); E-Zine literário.

Evoé!

Boas vindas!

O Ditirambo é uma espécie de ação entre amigos, sem patrocínios e obviamente sem fins comerciais. Aproveitamos o rótulo "E-Zine" não só no que ele pode conter de amadorismo (como desculpa), mas principalmente no que ele pode nos oferecer em liberdade de expressão, improvisação, periodicidade etc.

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Agradecemos pela presença e pelas cervejas. Boa leitura. Evoé!

Membros

  • Rhona Savannah
  • Julie Terres
  • Matheus José
  • Jairo Alt
  • Liana Issa Lima
  • Mônica dos Santos
  • Mário Z.
  • Italo Machado
  • Isaias Pedroso Buarque
  • Ricardo Maciel Oliveira
  • Andre Moura Gomes
  • Carlos Augusto
  • Gabriel da Silva Ferreira Araújo
  • Thiago Maciel Oliveira
  • João Telésforo
  • Leo Furtado

Grupos

 

Nesta edição:

Há dois erros primordiais que devem ser evitados na apreciação das obras de Dostoiésvki. O primeiro é deixar-se seduzir por sua profunda e original psicologia. Assim como Nietzsche prezara os leitores mais finos que veriam no filósofo um grande psicólogo, Dostoiévski também prezaria quem visse por trás desse psicólogo um filósofo de primeira grandeza.... Ler mais »

E quando finalmente consegue um lugar no coletivo para sentar e quase por milagre o ônibus anda rápido e pela janela a via oposta passa, vê, vindo por esta via, outro coletivo por milagre também... Ler mais »

“Toda aquela parte da dramaturgia ocidental que se subordina ao gênero tragédia foi elaborada à sombra dos gregos.”, diz com razão e unanimidade Gerd A. Bornheim ao iniciar seu ensaio Breves observações sobre o sentido e a evolução do trágico. O ensaio deixará aberto diálogo para a possibilidade do fenômeno trágico em nossa contemporaneidade... Ler mais »

Charles Bukowski (1920-1994) foi antes de tudo uma “personalidade” literária. Os beats tentavam trazê-lo para a turma. Políticos de todo tipo tentaram arrastá-lo à “Causa”. Individualista de natureza anárquica, esquivava-se...Ler mais »

sempre vai existir dinheiro e putas e bêbados
até a última bomba,
mas como Deus disse,
cruzando as pernas,
vejo agora que fiz muitos poetas
mas nem tanta
poesia...Ler mais »

Um pinheiro apontado para a noite
A luz patética de um poste
Domingo se esfarela como pão velho
Meus olhos não refletem nada
Respiro e não penso no infinito... Ler mais »

Aquela velha conversa: existem por aí umas seis ou sete histórias pra se contar, que repetimos através dos tempos e das formas ... Ler mais »

Estava num momento de satisfação parcial logo após um almoço onde fui além da conta, acho que no segundo café, enquanto via a fumaça de um ocasional marlboro se esvair. O ambiente pachorrento e um amigo a enunciar incentivos foram suficientes para me convencer a analisar e descrever a moral apresentada pelo protagonista deste livro de Reinaldo Moraes, Pornopopéia...Ler mais »

A teoria de Dr. Cedric era controversa. No entanto, o alarde era geral. Os cientistas haviam sido convidados para uma demonstração técnica no hospital universitario da cidade. Fomos ver... Ler mais »

Os nomes de Albertine e Marcel dizem bastante a qualquer um que já tenha lido o romance Em Busca de Tempo Perdido, do francês Marcel Proust. Mas além desses nomes, os de Swann e Odette também dizem, como os de Saint-Loup e Rachel também sugerem muito. No entanto, se muito querem dizer em ene aspectos diferentes, ao menos em um feitio eles coincidem: todos foram transformados em signos do ciúme: amor ou sexo, ou amor e sexo.... Ler mais »

Natural. Foi à geladeira. Retirou o leite. O pôs no copo e o tomou. Olhou para o copo opaco, branco. Era transparente. Viu sua mão através dele. Os dedos chatos contra o vidro. A pele amarela com o... Ler mais »

Muitos ruins, uns passáveis, poucos valem a pena:
É essa a lei de um livro de poemas...Ler mais »

Há um instante em que as batidas batem calmas
O coração atinge certo compasso
A boca fica seca pois
A sede fisiológica
É paralela e análoga ao que sentes:
Tens a faca, o queijo
E a fome... Ler mais »

Funduras é mais um país pobre, bonito e ensolarado, de população mestiça, ignorante, católica, com uma história política de colonizaçã... Ler mais »

Nos últimos anos me convenci de que o mais importante para escrever um
conto, o absolutamente imprescindível, é aprender a não escrevê-lo... Ler mais »

A torneira pinga. Claro. Pinga.
Torturadas pelo instante sem silêncio... as vidas pingam.
Pingam em poças poluídas... Ler mais »

O Universo é infinito mas auto-contido, de modo que um raio de luz suficientemente potente, viajando em qualquer direção, irá retornar depois de incontáveis bilhões de séculos ao ponto de origem. O mesmo ocorre com os boatos, que saltam de estrela em estrela e percorrem todos os planetas... Ler mais »

Mensagens de blog

Matheus José

há o que vê escuramente /superficialmente visto visto que só alcança até coxas pernas peitos biceps …

há o que vê escuramente
/superficialmente visto
visto que só alcança
até coxas
pernas
peitos
biceps
bunda
e outras estençoes do corpo
como carro carteira calça
celular orkut sandalia e saia

te dá bola – se não for quadrado
te dá mole –se não tiver duro
se quando olha
sente pelo olhar
o preço da loja
e não o que tá dentro
na alma.
senão,te cor/ta
[o coração inclusive]

o corpo, manequim de carne e osso
que o estilista Seculo Vinte Um
faz de gato e sapato e pinta e borda
(e os manequins estaticos… Continuar

Postado por Matheus José em 3 fevereiro 2010 às 16:16

Matheus José

a janta

Se abr(acem
a cem graus celsios
assem o corpo)
c/ suor e saliva temperados
sirva-se na camamesa
e come e lambe um ao outro
hum...!
de noite o amor pode encher
o bucho da alma
da vida
e do dia que se íam
em pele e osso
da rotina.

Postado por Matheus José em 3 fevereiro 2010 às 16:15

Matheus José

Soneto Mexido

[mixidão a mineira]
lamento o Mundo ali,preto,queimando
/panela de pressão pedra e cimento/
do lado esquerdo dela é onde fico/
corpo de tacho alma humana e cana/
aproveito a quentura desta Terra
p’r’a cozinhar-me dentro de mim mes-mo(
meus tropeços as minhas correrias
minhas tristezas minhas alegrias
juntar com arroz feijão angu e ovo
temperá-los com dentes de alho e unhas
de esforço.E mexer mexer mexer...

depois que’u, outros, morte me comer:
dor de barriga?ou arroto com
cheiro
de vida?
(inten… Continuar

Postado por Matheus José em 29 janeiro 2010 às 15:06

Matheus José

Poema Parido dum Telejornal de Antena Comum

۰a população
protestou bloqueou
a rua com gritos
pneus
latões
e fogo.
Ontem aquela rua
era um córrego
água suja água moveis água roupas água casas águas
e escuro e escuro que nem
a tensão da família
pode dar força a uma lâmpada.

۰a população
protestou bloqueou
a rua com gritos
pneus
latões
e fogo.
RapidinhoRapidinho
a policia apareceu
porrete gás de pimenta lacrimogêneo
bala de borracha e a mesma
ignorância de sempre.
Mas pô’’’
dê. moooo. ra chegar(se é que chega)
as providências que impedem a… Continuar

Postado por Matheus José em 29 janeiro 2010 às 15:05

 
 

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